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Estudo CBR para projeto viário em Guarujá: suporte do subleito em solo costeiro

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Com mais de 320 mil habitantes distribuídos numa ilha de cerca de 143 km², Guarujá enfrenta um paradoxo viário: tráfego intenso sobre terrenos onde a água doce encontra a cunha salina a menos de dois metros de profundidade. O estudo CBR para projeto viário deixa de ser uma simples verificação de Índice de Suporte Califórnia e vira uma investigação geotécnica que precisa antecipar o comportamento do subleito sob ciclos de maré e chuvas torrenciais de verão.
A equipe técnica que atua na Baixada Santista sabe que as areias finas e siltes orgânicos da planície litorânea respondem de forma distinta à imersão por água salobra, e um valor de CBR obtido sem esse cuidado pode mascarar perda de capacidade de suporte em menos de uma temporada. Em obras de pavimentação na região, o ensaio costuma ser complementado com uma campanha de sondagens SPT para mapear a profundidade da camada resistente, e com ensaios Proctor que calibram a energia de compactação para a umidade ótima real do material local.

Em solo costeiro, um CBR sem medição de expansão durante imersão prolongada é um risco que o pavimento vai cobrar na primeira estação chuvosa.

Procedimento e escopo

O contraste climático entre a serra e a orla impõe ao estudo CBR para projeto viário em Guarujá uma lógica diferente da aplicada no planalto. A umidade relativa alta acelera a saturação dos solos finos, e as chuvas de janeiro podem ultrapassar 300 mm em poucos dias, convertendo subleitos mal drenados em lama fluida.
O procedimento segue a norma DNIT 172/2016-ME: três corpos de prova compactados na energia indicada pelo projetista, imersão de 96 horas com medição de expansão axial e ruptura sob penetração controlada. Em paralelo, a caracterização completa dos finos passa por granulometria por peneiramento e sedimentação e pela determinação dos limites de Atterberg, essenciais para classificar o material no sistema TRB e prever sensibilidade à água. A leitura de expansão é particularmente crítica em Guarujá: solos com fração siltosa elevada e matéria orgânica podem inchar o suficiente para fissurar revestimentos asfálticos em dois ciclos sazonais.
Estudo CBR para projeto viário em Guarujá: suporte do subleito em solo costeiro
Imagem técnica de referência — Guarujá

Fatores do terreno local

Um erro frequente em obras viárias na ilha é projetar o pavimento com CBR obtido em amostras coletadas no período seco, quando o lençol freático está rebaixado e a sucção matricial infla artificialmente a resistência do solo. Quando chegam as chuvas de fevereiro, o subleito readquire a umidade de equilíbrio e o CBR real despenca, gerando trincas por fadiga precoce e afundamentos em trilha de roda. Outro ponto sensível é a presença de camadas de aterro não controlado com entulho misturado a areia de praia: o ensaio de compactação precisa ser refeito em cada camada heterogênea, porque a energia de compactação que serve para uma areia argilosa não adensa um bolsão de entulho da mesma forma. Sem essa verificação, o projetista acaba superdimensionando ou subdimensionando a estrutura do pavimento, e qualquer um dos dois erros custa caro na manutenção.

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Valores típicos


ParâmetroValor típico
Norma de ensaioDNIT 172/2016-ME (compactação e CBR)
Energia de compactação típicaProctor Intermediário ou Modificado, conforme caderno de encargos
Tempo de imersão mínimo96 horas com leitura de expansão a cada 24 h
Sobrecarga durante imersão4,5 kg (simula confinamento do pavimento)
Índice de Suporte Califórnia (CBR)Expresso em % da pressão padrão (penetração 2,54 e 5,08 mm)
Expansão máxima admissívelGeralmente ≤ 2% para subleito; critério do projetista
Classificação complementarGranulometria (DNIT 416), LL/LP (DNIT 122/2019), massa específica real

Serviços técnicos associados

01

Campanha de coleta e compactação CBR

Coleta de amostras indeformadas e deformadas em pontos definidos pelo projetista, execução de compactação na energia especificada (Proctor Normal, Intermediário ou Modificado) e determinação do Índice de Suporte Califórnia com medição de expansão durante 96 horas de imersão. O relatório inclui curvas de compactação, curvas CBR x penetração e tabela de expansão.

02

Caracterização completa do subleito e perfil geotécnico

Além do CBR, realizamos análise granulométrica completa, limites de Atterberg, massa específica real dos grãos e classificação TRB/HRB. Quando o projeto exige correlação com a resistência in situ, a campanha pode ser complementada com sondagens de simples reconhecimento e coleta de amostras em profundidade.

Marco normativo


DNIT 172/2016-ME – Solos – Ensaio de compactação utilizando amostras não trabalhadas e Ensaio de Índice de Suporte Califórnia, DNIT 416/2019-ME – Solos – Análise granulométrica por peneiramento e sedimentação, DNIT 122/2019-ME – Solos – Determinação do limite de liquidez e limite de plasticidade, ABNT NBR 16547:2017 – Solos – Ensaio de compactação Proctor – Procedimento

Dúvidas habituais

Qual o valor de um estudo CBR para projeto viário em Guarujá?

O investimento para um estudo CBR viário em Guarujá parte de $100.000, considerando coleta de campo, compactação em laboratório e ensaio de Índice de Suporte Califórnia com medição de expansão. O valor final depende da quantidade de pontos de amostragem, da energia de compactação exigida pelo projetista e da necessidade de ensaios complementares como granulometria e limites de Atterberg.

Por que o CBR em solo costeiro exige cuidado especial com a expansão?

Os solos da planície litorânea de Guarujá contêm siltes finos e matéria orgânica que, quando saturados por água salobra, desenvolvem expansão lenta mas persistente. Se o ensaio CBR não registrar a curva de expansão a cada 24 horas durante a imersão de 96 horas, o projetista pode especificar uma espessura de pavimento insuficiente para absorver o inchamento sazonal, e o revestimento trinca precocemente.

O estudo CBR substitui as sondagens SPT no projeto viário?

Não, são investigações complementares. O CBR informa a capacidade de suporte do subleito na condição de compactação e umidade controladas, enquanto a sondagem SPT fornece o perfil de resistência à penetração ao longo da profundidade, identifica a posição do lençol freático e detecta camadas compressíveis que o ensaio de laboratório não alcança. Em Guarujá, onde o nível d'água é raso e variável, os dois são essenciais.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Guarujá e sua zona metropolitana.

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