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Sondagem a trado em Guarujá: investigação geotécnica direta

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

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A planície costeira de Guarujá, com suas areias finas quartzosas e camadas de argila orgânica mole típicas de regiões de manguezal e restinga, exige investigação geotécnica criteriosa antes de qualquer obra. Apenas a 2 metros de profundidade, não é raro encontrar lençol freático elevado, condicionado pelo nível do mar e pela rede de canais que cruzam a ilha de Santo Amaro. A sondagem a trado permite acessar esses horizontes superficiais de forma rápida, coletando amostras indeformadas e deformadas para identificar a estratigrafia local sem a complexidade logística de equipamentos pesados. Em terrenos onde a granulometria será decisiva para escolha de fundação, a tradagem manual oferece um diagnóstico preliminar com excelente custo-benefício técnico.

A tradagem manual em Guarujá entrega um perfil estratigráfico direto nas primeiras camadas, essencial para projetar fundações rasas com segurança no litoral.

Procedimento e escopo

O equipamento utilizado em Guarujá consiste em trado helicoidal de aço carbono com diâmetros que variam de 4 a 6 polegadas, acoplado a hastes de 1 metro rosqueáveis que permitem atingir até 10 metros de profundidade em solos arenosos. Nas áreas de morro do Guarujá, como no Morro do Maluf, o trado concha é empregado para vencer a camada superficial de solo residual de gnaisse antes de atingir a rocha alterada. O processo é integralmente manual, o que elimina vibrações e permite operar em locais confinados ou com restrição de acesso a máquinas. Cada metro perfurado gera uma amostra que é imediatamente acondicionada em saco plástico lacrado, identificada com a profundidade e o furo, e transportada em caixas térmicas para preservar a umidade natural. A descrição tátil-visual é realizada no próprio campo, complementada posteriormente por ensaios laboratoriais de classificação.
Sondagem a trado em Guarujá: investigação geotécnica direta
Imagem técnica de referência — Guarujá

Fatores do terreno local

A expansão urbana de Guarujá rumo às áreas de mangue e aos bairros como Perequê e Santa Cruz dos Navegantes trouxe desafios sérios: construir sobre solos moles compressíveis sem investigação prévia é a causa principal de recalques diferenciais que trincam alvenarias e comprometem redes enterradas. O aterro indiscriminado dessas zonas, muitas vezes com material heterogêneo, cria uma camada superficial de comportamento errático. A sondagem a trado revela a espessura real desse aterro e a profundidade da camada de argila orgânica subjacente. Ignorar essa etapa pode levar a projetos de fundação subdimensionados, onde estacas curtas não atravessam a camada compressível e sapatas sofrem recalques inadmissíveis. O custo da investigação é irrisório perto do passivo gerado por uma contenção mal calculada ou um radier que afunda em solo saturado.

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Valores típicos


ParâmetroValor típico
Profundidade máxima típicaAté 10 m (dependendo do nível d'água)
Diâmetro do furo100 a 150 mm (4 a 6 pol)
Tipo de amostradorTrado helicoidal e trado concha
Frequência de coletaA cada metro perfurado
Norma de referênciaABNT NBR 9603:2015 / NBR 6484:2020
Aplicação principalClassificação tátil-visual e ensaios de caracterização
Condição do lençol freáticoRegistrado durante a perfuração

Serviços técnicos associados

01

Perfuração a trado manual com coleta de amostras

Execução de furos de sondagem a trado em terrenos arenosos e argilosos de Guarujá. Coleta de amostras deformadas e indeformadas a cada metro, registro do nível d'água e elaboração de perfil estratigráfico preliminar in loco.

02

Caracterização tátil-visual e classificação expedita

Descrição das amostras segundo a ABNT NBR 6484, identificando cor, textura, plasticidade e origem do solo. Emitimos relatório técnico com a coluna estratigráfica e recomendações para ensaios complementares, como granulometria conjunta e limites de Atterberg.

Marco normativo


ABNT NBR 9603:2015 – Sondagem a trado – Procedimento, ABNT NBR 6484:2020 – Solo – Sondagem de simples reconhecimento com SPT, ABNT NBR 6502:1995 – Rochas e solos – Terminologia

Dúvidas habituais

Qual a profundidade máxima que a sondagem a trado alcança em Guarujá?

Em solos arenosos típicos da orla de Guarujá, a tradagem manual atinge entre 8 e 10 metros. Nas áreas de mangue e solo muito mole, o avanço pode ser limitado a 5 ou 6 metros pelo colapso das paredes do furo e pela presença do lençol freático quase superficial.

A sondagem a trado substitui o ensaio SPT?

Não. A sondagem a trado é uma investigação preliminar e complementar ao SPT. Ela coleta amostras indeformadas para classificação, mas não mede a resistência à penetração (NSPT) nem fornece dados de capacidade de carga. Em projetos de fundação profunda em Guarujá, a NBR 6484 exige o ensaio SPT.

Quanto custa uma sondagem a trado em Guarujá?

O custo gira em torno de $100.000, considerando um plano de investigação com múltiplos furos. O valor final depende da profundidade total perfurada, do número de pontos e da dificuldade de acesso ao terreno, mas sempre inclui o relatório técnico e a descrição das amostras.

Em que tipo de terreno a tradagem é mais indicada no litoral?

Em Guarujá, a tradagem é muito eficaz nas areias finas de restinga e nos solos residuais dos morros. Já nas camadas de argila orgânica saturada do manguezal, o avanço é mais lento, mas as amostras obtidas são excelentes para ensaios de compressibilidade e caracterização.

Qual a norma que rege a sondagem a trado no Brasil?

A norma ABNT NBR 9603:2015 estabelece o procedimento para execução de sondagem a trado manual, incluindo a coleta de amostras e a apresentação do perfil geotécnico. Nosso laboratório segue rigorosamente essa norma, além dos critérios da NBR 6484 para a descrição das amostras.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Guarujá e sua zona metropolitana.

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