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Ensaio de Permeabilidade In Situ (Lefranc/Lugeon) em Guarujá

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

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A planície costeira de Guarujá, modelada sobre sedimentos quaternários e flancos do embasamento cristalino, impõe um regime hidrogeológico complexo. O nível d'água frequentemente aflora a menos de 1,5 m de profundidade nos bairros de orla, enquanto as encostas do Morro do Maluf apresentam fluxo em fraturas. Determinar a condutividade hidráulica in situ com precisão deixa de ser uma etapa complementar e passa a ser o fundamento do projeto. Sem esse dado, sistemas de rebaixamento e contenções em áreas como Vicente de Carvalho operam no escuro. O ensaio de permeabilidade in situ com as metodologias Lefranc e Lugeon fornece os parâmetros k (cm/s) e unidades Lugeon diretamente no perfil investigado, essenciais para modelagens de fluxo confiáveis.

A permeabilidade in situ em Guarujá raramente é homogênea: a transição entre areias de praia e argilas orgânicas de mangue gera contrastes de condutividade que só o ensaio localizado consegue capturar.

Procedimento e escopo

Na prática de campo no litoral paulista, observamos que a heterogeneidade dos aterros sobre manguezais soterrados invalida qualquer estimativa baseada apenas em granulometria. O ensaio Lefranc, executado em furos de sondagem, aplica carga constante ou variável para medir a permeabilidade em solos granulares e siltosos. Já o ensaio Lugeon é a ferramenta certa quando a investigação atinge o maciço rochoso fraturado do embasamento, comum nas fundações profundas dos condomínios verticais da Enseada. A interpretação do gráfico pressão versus vazão revela o comportamento das descontinuidades. Muitas vezes complementamos essa investigação com sondagens SPT para correlacionar a estratigrafia e definir os trechos de ensaio, garantindo que cada patamar de carga represente uma unidade geotécnica específica.
Ensaio de Permeabilidade In Situ (Lefranc/Lugeon) em Guarujá
Imagem técnica de referência — Guarujá

Fatores do terreno local

O contraste entre os terrenos arenosos da Praia da Enseada e os solos moles da região de Vicente de Carvalho ilustra bem os riscos. Na Enseada, uma permeabilidade subestimada leva ao subdimensionamento de ponteiras drenantes, com erosão interna e carreamento de finos para a escavação. Já nos antigos manguezais, a presença de lentes de areia confinadas entre camadas de argila orgânica pode gerar artesianismo local durante as perfurações. Ignorar essa condição resulta em piping sob as sapatas e recalques diferenciais severos. O ensaio de permeabilidade em campo, executado com obturador e leituras estabilizadas, elimina a incerteza das fórmulas indiretas e permite antever o comportamento do aquífero freático durante toda a vida útil da obra.

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Valores típicos


ParâmetroValor típico
Metodologias aplicadasLefranc (carga constante/variável) e Lugeon (injeção em rocha)
Normas de referênciaABNT NBR 14545:2021, ABNT NBR, ISRM Suggested Method
Diâmetro do furo de ensaioNX (76 mm) a HX (100 mm) conforme profundidade
Intervalo de ensaio LugeonTrechos de 3 a 5 metros com obturador pneumático
Parâmetro obtidoCoeficiente k (cm/s) e Unidade Lugeon (1 U.L. ≈ 1,3x10⁻⁵ cm/s)
Profundidade típica em Guarujá2 m a 45 m (solos) e até 80 m em maciço rochoso
Aplicação principalRebaixamento de lençol, análise de fluxo em cavas e injeção em túneis
Critério de aceitaçãoVazão estabilizada por 3 leituras consecutivas com variação < 10%

Serviços técnicos associados

01

Ensaio Lefranc em Solo

Executado a cada 2-3 metros no furo de sondagem. Utilizamos sistema de tubo aberto com piezômetro Casagrande para leituras de carga variável em solos de baixa permeabilidade (k < 10⁻⁵ cm/s), típicos dos sedimentos finos de mangue.

02

Ensaio Lugeon em Rocha

Investigação com obturador pneumático simples ou duplo em trechos de 3 a 5 m. Aplicamos patamares de pressão crescentes e decrescentes para identificar o regime de fluxo (laminar, turbulento ou dilatação de fraturas) no maciço cristalino.

03

Relatório Técnico com Modelagem

Memorial com perfil de permeabilidade ao longo da profundidade, gráficos pressão-vazão, interpretação das unidades Lugeon e recomendação de parâmetros k para modelos numéricos de fluxo em software como SEEP/W ou Modflow.

Marco normativo


ABNT NBR 14545:2021 – Determinação do coeficiente de permeabilidade in situ, ABNT NBR – Constant Head Injection Test for Low Permeability Rock, ISRM Suggested Method for Lugeon Test, ABNT NBR 6484:2020 – Sondagens de simples reconhecimento (para execução dos furos)

Dúvidas habituais

Quando é obrigatório fazer o ensaio Lefranc em vez de estimar o k pelo granulométrico?

Sempre que o fluxo d'água condicionar o projeto. Em Guarujá, a presença de aterros, lentes de conchas e matéria orgânica torna as fórmulas indiretas (Hazen, Kozeny-Carman) pouco confiáveis. A NBR 14545 orienta o ensaio in situ quando a estrutura é sensível à percolação, como em cortinas de contenção e sistemas de drenagem permanente.

Qual o custo médio de um ensaio de permeabilidade in situ no Guarujá?

O investimento gira em torno de $100.000 por campanha, valor que varia conforme o número de trechos ensaiados, a profundidade e se há necessidade de obturador pneumático para ensaio Lugeon. O montante inclui a mobilização da sonda, a execução dos patamares de carga e o relatório interpretativo.

Como o ensaio Lugeon ajuda a definir o tratamento de maciços rochosos?

O valor em unidades Lugeon (U.L.) quantifica a absorção das descontinuidades. Valores acima de 5 U.L. indicam fraturas abertas que exigem injeção de calda de cimento antes da escavação. A sequência de cargas revela se há erosão das paredes da fratura ou simples preenchimento, orientando a pressão de injeção.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Guarujá e sua zona metropolitana.

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