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MASW e VS30 em Guarujá: Medição de Ondas de Cisalhamento para Classificação Sísmica de Terrenos

Juntos resolvemos os desafios do amanhã.

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Na planície costeira de Guarujá, a caracterização dinâmica do solo nunca é simples. Já encontramos perfis onde uma camada de areia fofa com 3 metros de espessura está sobreposta a um sedimento argiloso mole. O resultado do MASW nesses casos mostra uma inversão de velocidade que o SPT simplesmente não capta. Com o arranjo de 24 geofones e a fonte sísmica adequada, extraímos a curva de dispersão e invertemos para o perfil 1D de Vs. O parâmetro VS30 que obtemos é obrigatório para a classificação do terreno segundo a NBR 15421:2006. Empreendimentos de médio e grande porte na ilha de Santo Amaro já dependem desse dado para a análise estrutural.

A VS30 em Guarujá raramente ultrapassa 200 m/s nos bairros de orla. Isso significa classe de sítio D ou E, com amplificação sísmica que o estrutural não pode desprezar.

Procedimento e escopo

A realidade geotécnica de Guarujá exige atenção a um detalhe que muitos ignoram: o efeito da maré no nível d'água durante o ensaio. Em um levantamento que fizemos próximo ao canal de Bertioga, o lençol freático a 1,2 m de profundidade alterava significativamente a propagação das ondas Rayleigh. Para contornar isso, ajustamos o offset e repetimos os golpes em horários distintos. O processamento sísmico entrega um perfil de Vs confiável a cada metro de profundidade. A classe de sítio resultante — geralmente D ou E nessa região — impacta diretamente no espectro de projeto da estrutura. Quando o projeto prevê fundações profundas, cruzamos esses dados com o ensaio CPT para refinar o contraste de rigidez entre as camadas e evitar problemas de interação solo-estrutura.
MASW e VS30 em Guarujá: Medição de Ondas de Cisalhamento para Classificação Sísmica de Terrenos
Imagem técnica de referência — Guarujá

Fatores do terreno local

A NBR 15421:2006 estabelece a obrigatoriedade da classificação sísmica para estruturas de maior porte. Em Guarujá, o risco não está na magnitude do sismo, mas na amplificação local. Solos moles e arenosos saturados elevam a aceleração espectral em períodos que coincidem com edifícios de 5 a 15 pavimentos. Ignorar a VS30 é projetar com um espectro genérico que não representa a resposta real do terreno. Já vimos casos de retrofit sísmico onde a causa raiz era uma classe de sítio subestimada. O ensaio MASW é a ferramenta mais direta para evitar esse erro. Sem ele, o coeficiente de amplificação sísmica adotado pode estar perigosamente subdimensionado.

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Valores típicos


ParâmetroValor típico
Perfil investigadoAté 30 m de profundidade com resolução métrica
Arranjo geométrico24 geofones de 4,5 Hz, espaçamento ajustável 1-3 m
Modo de propagaçãoOndas Rayleigh (ativa) e HVSR (passiva) quando necessário
Norma de classificaçãoNBR 15421:2006 – Projeto de Estruturas Resistentes a Sismos
Parâmetro de saída principalVS30 (média harmônica dos primeiros 30 m)
Aplicação típica localClassificação de sítio para espectro de resposta

Serviços técnicos associados

01

Perfilagem de Ondas de Cisalhamento (MASW Ativo)

Aquisição com sismógrafo multicanal e fonte de impacto. Processamento com algoritmo de inversão genética para obtenção do perfil Vs x profundidade. Ideal para terrenos com contraste de impedância moderado a alto, típico dos cordões arenosos de Guarujá.

02

Determinação de VS30 e Classe de Sítio

Cálculo da VS30 conforme metodologia da NBR 15421. Emissão de laudo com classificação do terreno (A a F) e recomendação de espectro elástico de projeto. Inclui análise de variabilidade lateral quando o terreno apresenta heterogeneidade.

Marco normativo


NBR 15421:2006 – Projeto de estruturas resistentes a sismos, ABNT NBR 6484:2020 – Sondagem de simples reconhecimento com SPT (correlações indiretas), ABNT NBR 16499/D4428M – Crosshole Seismic Testing, Eurocode 8 (EN 1998-1) – Referência para classificação de sítios

Dúvidas habituais

Qual o custo de um ensaio MASW com VS30 em Guarujá?

O valor de referência é de R$ 100.000 para uma linha sísmica padrão com 24 canais e processamento até 30 m de profundidade. Este valor pode variar conforme a logística de acesso ao ponto de investigação, necessidade de fonte passiva complementar ou repetições de linha no mesmo terreno.

Em que tipo de obra a VS30 é obrigatória em Guarujá?

A NBR 15421 exige a classificação sísmica para edificações com mais de 30 m de altura, obras industriais com risco de contaminação, hospitais, escolas e pontes. Na prática, qualquer empreendimento com mais de 10 andares na orla de Guarujá precisa desse laudo para aprovação do projeto estrutural.

O ensaio pode ser feito sobre areia de praia saturada?

Sim. A areia saturada atenua as ondas de corpo, mas as ondas superficiais Rayleigh mantêm boa relação sinal-ruído. Ajustamos o ganho do sismógrafo e usamos geofones de baixa frequência para capturar o modo fundamental até 30 m. A maré é o fator mais crítico: programamos a aquisição na maré baixa para minimizar o ruído de fundo.

Quanto tempo leva para entregar o laudo de VS30?

A aquisição em campo leva um período. O processamento completo — edição de traços, construção do espectro de velocidade de fase, inversão e cálculo da VS30 — exige três dias úteis. O relatório final com a classificação de sítio e o espectro recomendado é entregue em até cinco dias úteis após a campanha de campo.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Guarujá e sua zona metropolitana. Mais info.

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